Domingo, Agosto 16, 2009

Palavras Tristes

A tristeza se abate sobre mim, após permanecer algum tempo em silêncio. Ela surge, não como em outrora, não como um golpe na boca do estômago, não como um estrangulamento. Não, essa tristeza é qualquer de diferente, mais profunda, mais sóbria, mais terrível no fim.

É sorrateira, em um momento ela simplesmente não está lá, para no instante seguinte você começar a se perguntar “por que”. A sua pergunta pode ou não ser diferente da minha, mas é sempre um insolúvel “por que”. É sempre um pergunta sem resposta, pelo não nenhum resposta capaz de aplacar nossa angústia.

Minha tristeza nasce de minhas escolhas, não apenas as mais recentes. Na vida real, não existe uma distinção clara entre o certo e o errado. Não decidimos embasados nesses conceitos, decidimos baseamos no momento, fazemos o necessário, fazemos aquilo que é preciso fazer, para muito além do certo e do errado. Fazemos e aguardamos as conseqüências.

Você toma algumas decisões erradas, outras acertadas, mas cabe apenas ao tempo julgar a qualidade de nossas escolhas.

A nós, resta apenas seguir em frente, da melhor forma possível, ou da pior.

Quarta-feira, Agosto 12, 2009

Nenhum de Nós - Eu não entendo

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Por que você não disse que viria?
Logo agora que eu tinha
Me curado das feridas
Que você abriu quando se foi
Por que chegou sem avisar?
Eu queria tempo pra me preparar
Com a roupa limpa, a casa em ordem
E um sorriso falso pra enganar

Eu não entendo a sua volta
Eu não entendo a sua indecisão
Num dia sou o seu grande amor
No outro dia não, não, não

Por que a surpresa da sua volta?
Justo quando eu tento vida nova
Você vem pra perguntar
Se tudo que eu sentia acabou
Você até parece um vício
Que largar é quase impossível
Exige muito sacrifício
E quando eu me considerava limpo
Vem você pra me oferecer mais
Vem você pra me oferecer mais,mais, mais!

Eu não entendo a sua volta
Eu não entendo a sua indecisão
Num dia sou o seu grande amor
no outro dia não...

Domingo, Junho 07, 2009

Final Fantasy VIII - Liberi Fatali

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Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec

Excitate vos e somno, liberi mei
Cunae sunt non
Excitate vos e somno, liberi fatali
Somnus est non

Surgite
Inventite
Veni hortum veritatis
Horti verna veritatis

Ardente veritate
Urite mala mundi
Ardente veritate
Incendite tenebras mundi

Valete, liberi
Diebus fatalibus

Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Coldplay - The Scientist

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Come up to meet you, Tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, Tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start

Running in circles, coming tails
Heads on a silence apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, come back and hold me
Oh and I rush to the start

Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start

Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4)

Sábado, Maio 30, 2009

Invernos da alma

Sempre julgamos ser eterna a primavera quando a encontramos. O sol acolhedor, sem ser muito quente, o perfume das flores percorrendo o ar. Tudo tão cheio de cores, de sabores, de vida. De vida... Você acaba se deixando levar, enlevado pelo momento, acreditando nos sonhos da estação. Contudo, sonhos de primavera sempre são sonhos efêmeros, como as próprias flores.

Sempre advém o outono, sussurrando coisas sóbrias em nossos ouvidos. As coisas começam a perder a cor, a tinta começa a descascar deixando a mostra apenas frieza e crueldade, até então ocultas e silenciosas. Ainda resta aquela beleza melancólica do outono, aquela beleza decadente e, talvez por isso mesmo, ainda muito atraente. Existe aquela enfraquecimento, aquela dúvida, aquela desconfiança no ar. E o ventos do Sul começam a soprar.

A inverno é sempre devastador. Falsas esperanças, sonhos, mentiras, tudo tão habilmente criado e recriado, mas tudo tão frágil, tudo se despedaça em número sem-fim de cacos e estilhaços quando o frio penetra e perfura. Você atrofia, você enregela, você assiste tudo morrendo ao seu redor, tudo apodrecendo e estragando sob a inclemência invernal. Você sempre acaba morrendo, pelo menos, grande parte de você morre. A dor é imensa, pensa ser insuportável, mas sempre sobrevivemos ao inverno.

E sempre virão outras estações... Não?

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Sobre/sob a névoa

Uma das razões de gostar do inverno é a neblina característica da época, pelo menos por aqui. Para mim, existe qualquer coisa de aconchegante no mistério da névoa, ocultando a paisagem outrora tão conhecida e familiar. O mundo parece ficar ainda mais pequeno e limitado, prestes a ser engolido completamente pelo esquecimento gélido e cinzento da névoa.

Tudo fica mais silencioso, mais sereno, contudo, mais surreal sob o efeito da neblina. É como estar sonhando, é como uma miragem.

A vista da ponte é qualquer coisa de sobrenatural, ver a névoa sobre o rio, subindo as encostas entre a vegetação, até cobrir todo o horizonte. Algumas vezes perece outro mundo, um mundo de vultos e enigmas.

Nunca sabemos o que vamos encontrar na neblina...

Por isso gosto do inverno.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Grilhões

Vivo em estranhos dias atualmente. Meu centro de gravidade está fora de prumo, fico girando desgovernado fora do eixo. Fico completamente perdido, desorientado, desnorteado.

Apesar de todos os problemas, das separações, dos desentendimentos, havia em mim a certeza infantil da continuidade, eu acreditava no nosso futuro, tinha esperanças em nossa história. Sim, por algum tempo o amor parecia capaz de suportar tudo. De fato, ainda me parece assim. Entretanto, o mesmo não se faz em mim. Fui fraco e, quando se fraqueja, o amor se torna um peso insustentável. Já falei sobre isso por aqui, então.

Mas e agora? Por que a dor não passa? Por que ainda continuo preso a tudo isso? Por que ainda penso nela, mesmo isso machucando tanto? Por que fica me lembrando de brincadeiras, trejeitos e esses todos pequenos detalhes de nossa história? Por que quando fecho meus olhos sempre a vejo sorrindo? Por que a voz dela ainda ecoa em meus ouvidos? Por que simplesmente não consigo deixar de amá-la?

Apenas... Quero não sentir mais essa dor... Apenas isso... Quero poder me lembrar de todos os nossos momentos juntos sem me machucar com isso toda vez...

Como bem disse uma amiga, talvez seja eu somente um garoto vivendo o seu primeiro grande amor e, conseqüentemente, sua primeira decepção amorosa...

Nem sempre o mundo precisa acabar para chegar ao fim...