Domingo, Junho 07, 2009

Final Fantasy VIII - Liberi Fatali

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Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec

Excitate vos e somno, liberi mei
Cunae sunt non
Excitate vos e somno, liberi fatali
Somnus est non

Surgite
Inventite
Veni hortum veritatis
Horti verna veritatis

Ardente veritate
Urite mala mundi
Ardente veritate
Incendite tenebras mundi

Valete, liberi
Diebus fatalibus

Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec
Fithos Lusec Wecos Vinosec

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Coldplay - The Scientist

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Come up to meet you, Tell you I'm sorry
You don't know how lovely you are
I had to find you, Tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, And ask me your questions
Oh let's go back to the start

Running in circles, coming tails
Heads on a silence apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

I was just guessing at numbers and figures
Pulling the puzzles apart
Questions of science, science and progress
Do not speak as loud as my heart
And tell me you love me, come back and hold me
Oh and I rush to the start

Running in circles, Chasing tails
Coming back as we are

Nobody said it was easy
Oh it's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be so hard
I'm going back to the start

Aah oooh ooh ooh ooh ooh (x4)

Sábado, Maio 30, 2009

Invernos da alma

Sempre julgamos ser eterna a primavera quando a encontramos. O sol acolhedor, sem ser muito quente, o perfume das flores percorrendo o ar. Tudo tão cheio de cores, de sabores, de vida. De vida... Você acaba se deixando levar, enlevado pelo momento, acreditando nos sonhos da estação. Contudo, sonhos de primavera sempre são sonhos efêmeros, como as próprias flores.

Sempre advém o outono, sussurrando coisas sóbrias em nossos ouvidos. As coisas começam a perder a cor, a tinta começa a descascar deixando a mostra apenas frieza e crueldade, até então ocultas e silenciosas. Ainda resta aquela beleza melancólica do outono, aquela beleza decadente e, talvez por isso mesmo, ainda muito atraente. Existe aquela enfraquecimento, aquela dúvida, aquela desconfiança no ar. E o ventos do Sul começam a soprar.

A inverno é sempre devastador. Falsas esperanças, sonhos, mentiras, tudo tão habilmente criado e recriado, mas tudo tão frágil, tudo se despedaça em número sem-fim de cacos e estilhaços quando o frio penetra e perfura. Você atrofia, você enregela, você assiste tudo morrendo ao seu redor, tudo apodrecendo e estragando sob a inclemência invernal. Você sempre acaba morrendo, pelo menos, grande parte de você morre. A dor é imensa, pensa ser insuportável, mas sempre sobrevivemos ao inverno.

E sempre virão outras estações... Não?

Quarta-feira, Maio 20, 2009

Sobre/sob a névoa

Uma das razões de gostar do inverno é a neblina característica da época, pelo menos por aqui. Para mim, existe qualquer coisa de aconchegante no mistério da névoa, ocultando a paisagem outrora tão conhecida e familiar. O mundo parece ficar ainda mais pequeno e limitado, prestes a ser engolido completamente pelo esquecimento gélido e cinzento da névoa.

Tudo fica mais silencioso, mais sereno, contudo, mais surreal sob o efeito da neblina. É como estar sonhando, é como uma miragem.

A vista da ponte é qualquer coisa de sobrenatural, ver a névoa sobre o rio, subindo as encostas entre a vegetação, até cobrir todo o horizonte. Algumas vezes perece outro mundo, um mundo de vultos e enigmas.

Nunca sabemos o que vamos encontrar na neblina...

Por isso gosto do inverno.

Segunda-feira, Maio 18, 2009

Grilhões

Vivo em estranhos dias atualmente. Meu centro de gravidade está fora de prumo, fico girando desgovernado fora do eixo. Fico completamente perdido, desorientado, desnorteado.

Apesar de todos os problemas, das separações, dos desentendimentos, havia em mim a certeza infantil da continuidade, eu acreditava no nosso futuro, tinha esperanças em nossa história. Sim, por algum tempo o amor parecia capaz de suportar tudo. De fato, ainda me parece assim. Entretanto, o mesmo não se faz em mim. Fui fraco e, quando se fraqueja, o amor se torna um peso insustentável. Já falei sobre isso por aqui, então.

Mas e agora? Por que a dor não passa? Por que ainda continuo preso a tudo isso? Por que ainda penso nela, mesmo isso machucando tanto? Por que fica me lembrando de brincadeiras, trejeitos e esses todos pequenos detalhes de nossa história? Por que quando fecho meus olhos sempre a vejo sorrindo? Por que a voz dela ainda ecoa em meus ouvidos? Por que simplesmente não consigo deixar de amá-la?

Apenas... Quero não sentir mais essa dor... Apenas isso... Quero poder me lembrar de todos os nossos momentos juntos sem me machucar com isso toda vez...

Como bem disse uma amiga, talvez seja eu somente um garoto vivendo o seu primeiro grande amor e, conseqüentemente, sua primeira decepção amorosa...

Nem sempre o mundo precisa acabar para chegar ao fim...

Sexta-feira, Maio 15, 2009

"The fate of destruction is also the joy of rebirth"

Não podemos escapar de toda a inevitabilidade a preencher nossas existências. Sempre existe um ponto sem retorno, sempre há ações para quais as conseqüências assumem aspectos irreversíveis. Nada podemos contra a fatalidade inserida em cada uma de nossas escolhas.

A liberdade surge apenas quando nos desprendemos, quando aceitamos e deixamos de lutar contra o inevitável. Sim, algumas vezes devemos morrer, para assim podermos renascer, para somente assim podermos nos libertar de tudo.

Morremos a cada dia apenas para viver um pouco mais. Pois, sendo a vida o pior possível, creio ainda ser a única coisa válida e pela qual vale a pena alguma coisa. Mesmo porque, no fim, sempre teremos o benefício da morte, a liberdade sem precedentes proporcionada apenas pelo derradeiro fim.

Enquanto o fim não chega...

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Para além das últimas palavras

Tento manter minha cabeça acima da linha d’águas, mas admito estar sendo muito difícil isso. Não estou suportando mais essa montanha-russa na qual meus dias mais recentes se tornaram.

Quando estou começando a respirar normalmente, a firmar minha pernas e olhar para o céu, um novo golpe me atinge na boca do estômago, novamente me atirando ao chão, entre a poeira e os escombros. Já me quebrei para além do ponto julgado possível por mim, contudo, a cada nova pancada recebida, mais cacos se formam, estilhaços cada vezes menores surgem. Talvez chegará o momento de “ao pó retornar”. Se ainda haverá sentimentos depois, não sou capaz de prever.

No princípio, abrir a ferida e deixá-la exposta até se torna insensível me parecia uma tática razoável. Porém, não está funcionando como esperado. A ferida, a dor ainda está latejando, está pulsado cheia de angústia venenosa. Simplesmente não para de doer, algumas vezes até se acalma por certo tempo, apenas para depois voltar a cravar suas presas em mim, com sua voracidade renovada. Resta-me apenas sangrar, sangrar e sangrar, até alcançar o estado de hipotermia emocional.

Sempre busquei a vida, mas minha escolhas e ações parecem me arrastar para a morte, a letargia, a não-vida. Cheguei a encontrar essa vida, cheguei a ter esperanças, sonhos. Mas agora tudo se foi. Cavei minha própria cova, abri uma sepultura em meu peito, onde meu coração será velado e enterrado.

Não quero mais. Tudo aquilo a qual sempre desejei, não tive forças para lutar, para manter, para preservar. Fugi como fugi de tudo até hoje. Mas agora estou cansado disso. Cansado de lutar contra um inimigo a qual nunca serei capaz de vencer: eu mesmo.

Vou aceitar minha natureza, ser eu mesmo até as últimas consequências, para o bem e para o mal. Nada mais importa, tudo mais perdeu o valor.

Agora percebo: por muito tempo estive a olhar para o abismo, sem me dar conta, do fato do abismo ser apenas eu mesmo.

Agora é hora de descer ao real fundo do poço, de me atirar no abismo, de mergulhar em mim.

Agora... É o silêncio antes de tempestade...